“Agora é outra pessoa que faz as leituras.”
Seis da manhã, uma pessoa, todos os tanques. Densidade, temperatura, pressão, uma olhada no krausen. Os números que dizem o que cada cerveja da casa está fazendo — e que acabam num caderno no bolso de trás de alguém.
As leituras entram pelo celular, junto ao tanque — densidade, temperatura, pH se você quiser — e cada uma leva o nome de quem a fez, a partir do login.
Alguém digita 1,012 quando queria dizer 1,021. Os dois são plausíveis, por isso ninguém percebe, e por isso a cerveja quase vai para o cold crash três dias antes da hora. Você corrige, e o primeiro número fica no registro ao lado da correção. Nada do que você anota desaparece em silêncio.
Sem sinal entre os tanques? A leitura espera no celular e chega quando ele volta a se conectar.